Taverna do Toderoso Dude #6 – Pokémon: Nostalgia

14 de maio de 2015

Saalve Dudes! Mais uma vez, uma nova semana, uma nova coluna e uma nova franquia. Hoje reservo esse espaço para falar de Pokémon, uma franquia que marcou muito a minha infância, e provavelmente, a de muitos de vocês também. Afinal, quem aí não corria pra ligar a televisão na hora do programa? E a música de abertura? *tundundundundundundun*”Esse meu jeito de viver, que ninguém nunca foi iguaaal…”, cara, isso tudo me emociona até hoje… Mas não estamos aqui para falar dos meus sentimentos, até porque, como disse o mestre Homer Simpson, “Garotos não têm sentimentos! Eles têm músculos!”. Enfim, vamos parar de enrolação e ir logo ao que interessa. Será uma coluna nostálgica…

A franquia de Pokémon é bem antiga, já com seus 19 anos (a mesma idade deste velho retarda que vos escreve) de vida, e foi sem sombra de dúvida, uma das melhores jogadas da Nintendo. Começando pelos jogos de Gameboy, com as versões azul, vermelha, e mais tarde, amarela, a série já virou mangá (vários, inclusive), anime, alcançou o cinema, foi evoluindo junto com os consoles da empresa, sem chegar a perder a sua base: as batalhas. Eu praticamente nasci junto com a franquia, por isso me lembro de crescer em meio á imensa febre que surgiu quando os monstrinhos de bolso japoneses chegaram ao Brasil… Cara, não tem como descrever com palavras. Todo o mundo tinha que ter tudo de Pokemon! Era tazo, álbum de figurinha, carta, bonequinho que vinha no guaraná… Vou abrir um espaço aqui pra admitir que eu dormia com um boneco do Pikachu. Era realmente viciado em tudo da franquia.

Começando pelo desenho (ou anime, pra quem é fresco com essa merda), consigo puxar da memória que eu ficava esperando todo dia pra ver um episódio novo, não dava pra deixar de ver. De segunda a sexta, estava eu lá junto com Ash, Misty, Brock e Pikachu… Eu era praticamente o quinto integrante do grupo, e vibrava com cada batalha e cada pokémon novo encontrado pela turma. Porém, o anime não focava só nas batalhas, focava também na amizade, e no relacionamento do Ash com os seus amigos. Desde os desentendimentos com o Pikachu, logo no comecinho, até os problemas maiores com o toderoso Charizard, que tinha como passatempo queimar a cara do próprio treinador. Além disso, ensinava também sobre a importância de insistir, de ter coragem, de perseguir os seus sonhos e procurar meios para realizá-los. Apesar do lema (pelo menos inicialmente) ser “Gotta catch’em all!” ou “Tenho que pegar todos!”, o protagonista raramente capturava um monstrinho novo, se preocupando mais em melhorar o relacionamento com aqueles que já possuía… Não posso dizer se isso influenciou na vida de alguém, no final das contas, para muitos não passava de um desenho, mas todos temos que admitir que era bem emocionante. Quem aí não ficou triste quando o Butterfree foi embora? Ou quando o Pikachu quase ficou para trás na floresta, para viver com os outros pikachus? Eu sou suspeito de dizer, porque sempre foi muito fácil mexer com o meu emocional.

E como esquecer da Equipe Rocket? O grupo nunca deixava de dar mais vida para cada episódio do desenho. Sempre com aquele velho lema: “Para proteger o mundo da devastação, para unir os povos de nossa nação…” (miau, é isso aí!!), sempre com aqueles disfarces “excelentes”, máquinas doidas e intermináveis planos para capturar o Pikachu e entregar para o chefe… Ainda consigo ouvir eles decolando de novo… Era impossível saber como, mas era certo que eles estariam lá no próximo episódio, de qualquer forma. Se eu tivesse feito uma premiação para essa coluna, eles teriam recebido os prêmios por insistência e alívio cômico, sem dúvida. Com uma força de vontade daquelas, eles seriam páreo até mesmo para aquele ser mitoso, porém profundamente irritante chamado Seiya de Pégaso…

Continuando, vamos falar dos jogos. Saindo para o Gameboy, eu não tive chance de jogá-los na época, já que não tive o console, mas desde os primeiros títulos, a franquia já trazia inovações para o mundo dos games. Sendo a possibilidade (e necessidade, se você quisesse completar a PokéDex) de trocar pokémon com os amigos pelo cabo link, com alguns monstros sendo exclusivos de certas versões, forçando você a trocar para consegui-los, ou o próprio sistema de batalha do jogo, com os times de 6 bichos, cada um com seu próprio “tipo” (água, fogo, grama, pedra, e por aí vai…). É claro que não se compara ao que temos atualmente, mas porra! Para a época, aquilo foi o máximo!! Além do mais, foi a base de tudo. Se temos o que temos agora, devemos ao que foi feito lá atrás.

Sobre os filmes, eu tenho que admitir que não vi quase nenhum. A história deles costumava girar em torno dos pokémons mais poderosos, aqueles que também são conhecidos como lendários (e que eram difíceis pra cacete de capturar no jogo. Não, não me vem dizer que capturou na primeira, seu cagão filho da puta, aquele Articuno comeu umas 10 ultra balls, pelo menos ¬¬) e de alguém tentando utilizar o poder deles para o mal, enquanto nosso bom amigo Ash Ketchum, da cidade de Pallet, junto com sua turma, nunca estava longe do problema quando ele acontecia. Lembro pelo menos do primeiro filme, em que o Mewtwo (com uma dublagem brilhante do mestre Guilherme Briggs) foi criado pelos humanos a partir do DNA do pokémon lendário Mew. Se rebelando contra seus criadores, questionando sua existência, e destruindo a porra toda, antes de fugir para uma ilha e começar a fazer planos para livrar os pokémons do domínio dos seres humanos, que ele considerava como pragas… É realmente uma pena que eu não tenha conseguido assistir mais filmes, porque esse, em específico, foi muito bom.

Então galera, a coluna de hoje vai ficando por aqui. Espero que tenham gostado, ou pelo menos que tenham achado engraçadas as partes em que eu admiti ter sido um pequeno, mas nem por isso menos fervoroso, fã de Pokémon. De qualquer forma, tendo gostado ou não, admito que adoraria alguns feedbacks de vocês, não só dessa coluna, mas também das outras que escrevi até agora. Joguem algumas pokébolas ali nos comentários, não vai custar nada. Algumas ideias para as colunas futuras, por exemplo, sempre ajudam. Enfim, continuem ligados aqui, e naquele podcast maravilhoso de toda segunda-feira! Um grande abraço a todos, e uma boa semana!! Viva o Dudepower!!

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  • Carol Rabello

    Oi querido Zé Dudão! Mais uma coluna espetacular! Estou eu aqui de novo invejando o seu talento com as palavras… Pokémon realmente marcou tanto a você, quando a mim. Aquele pôster enooooorme com o nome de todos os pokémons que tinha no nosso quarto e que nós, que nem sabíamos ler na época, ficávamos enchendo o saco das pessoas mais velhas e apontando pokémons pra que eles lessem os nomes pra gente… E também lembro que a gente era doido pra ter o tal do gameboy com o cabo pra poder trocar pokémon e jogar junto. Detalhe que eu nem sabia jogar, mas você logo plantou essa ideia na minha cabeça. Tô emotiva! Você, seu garoto, continue assim! Você vai longe com essa coluna, e não tô falando isso só porque sou sua irmã! Tô falando porque eu sou uma preguiçosa que não tem hábito de leitura, e que você consegue, por meio dessa coluna, prender minha atenção e “vender o seu peixe”. Valeu, zz!

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