Taverna do Toderoso Dude #3 – A Franquia Resident Evil: Parte 1

23 de Abril de 2015

Saaalve Dudes! A espera acabou, seu amigo Matheus Dude está de volta com mais uma coluna. Hoje falaremos sobre alguns dos jogos da franquia Resident Evil (Biohazard), então pega uma pistola, uma faca e algumas ervas pra fum… Digo, misturar, e vamos em frente. Ah, cuidado para não acabar virando um sanduíche de Dude, e se alguma coisa te agarrar, se vira! Se te ouvir gritando “HELP!” eu juro que vou disparar a Magnum direto na sua cabeça… Seu puto… Bom, vamos então ao que interessa…

Resident Evil 1

Resident Evil 1

Estamos de volta à Mansão Spencer! O primeiro jogo da franquia, aquele que puxou a curiosidade do mundo para um novo gênero: o Survival Horror, tão conhecido e adorado nos dias de hoje… Tinha bons gráficos para a época, e um gameplay inovador, apesar de um pouco frustrante. Lembro de ficar assistindo meu irmão e primos jogarem (eu mesmo não cheguei a jogar nessa época, por motivos de infância e covardia, mas enfim…) e de achar o máximo. Claro que existiam algumas diferenças nas campanhas, dependendo o personagem que você escolheu. Por exemplo, a Jill tinha mais espaços no inventário, e um apoio mais forte (Barry Burton), além de não ter que se preocupar em ficar pegando e guardando certos tipos de chave, já que logo no começo ela ganhava o “lockpick”, que permitia destrancar as portas. Porém, pra balancear, o Chris era mais resistente, mais rápido, e mirava melhor (acertava mais vezes na cabeça, por exemplo), por isso, cada campanha tinha o seu “quê” de único. O jogo tinha realmente uma forma de te prender e assustar, com os enigmas e os resultados imprevisíveis (corvos malditos! Ainda odeio vocês…), e até mesmo pelas telas de “loading…” que costumavam ser passos numa escada velha, ou uma porta abrindo, o fato de você começar a se antecipar para o que possivelmente estaria ali, fosse um zumbi ordinário, um monte de cachorros, um Hunter… Você nunca sabia como ia lidar até virar num corredor, a câmera mudar de posição e o bicho estar ali na sua cara. Isso tudo, assim como o racionamento de munição que tinha que ser feito, os lugares pré-determinados para salvar, o inventário limitado e a trilha sonora te faziam perder a sensação de segurança, apesar de ainda ser possível dar umas risadas com a dublagem dos personagens.

Prêmio “Cara, devia ter ficado quieto” vai para… Barry Burton! Meus parabéns, Barry!! Mas continue praticando, por favor…

Barry_Burton

– …You were almost a Jill sandwich! – Tradução: …Você quase virou um sanduíche de Jill! (hehehe mandei bem… Não, cara. Com certeza, amigo. Continue assim, e o prêmio de piadas de tiozão será seu…)

Resident Evil 2

Resident Evil 2

No segundo jogo da série, a infecção do T-vírus começa a se alastrar por Raccoon City. E é no meio de tudo isso que se encontram alguns dos principais personagens da franquia: o senhor Leon Kennedy, preferido do Raphael e das moças em geral, e com uma legião enorme de fãs, por conta de suas habilidades e  da boa utilização da zoeira (dê uma olhada em Resident Evil: Damnation), começando o seu primeiro dia de trabalho como policial; e a senhorita Claire Redfield, irmã do Toderoso socador de pedra Chris, e que inclusive, passa o jogo procurando por ele; a misteriosa Ada Wong, a mulher mais durona de toda a série, além de ser a peguete do Leon; e por último e não menos importante, a pequena Sherry Birkin, que veio a receber a honra de ter uma campanha própria no Resident Evil 6… Continuando, o jogo segue o mesmo modelo do título anterior, forçando os jogadores a racionar a munição, tomar cuidado para não salvar demais, etc. Porém, dessa vez os dois personagens jogáveis se deparam com enigmas diferentes, além da própria linha de história. Por exemplo, depois de terminar o cenário “X” com o Leon, aparece o cenário “Y”, que mostra os acontecimentos pelo ponto de vista da Claire… Isso, além de novos inimigos (como os Lickers. Maldiiitos Lickers…) e o novo G-vírus, dão ao jogo o seu toque único.

Prêmio de melhor penteado vai para… Sim, óbvio que esse iria para ele: Leon S. Kennedy! Meus parabéns ao divo Leon!!

Leon

Resident Evil 3

Resident Evil 3

O terceiro título da série principal traz de volta a nossa adorada Jill Valentine, que passeia tranquila por Raccoon City no meio do Outbreak, com uma roupa bem sexy, até que um monstro parrudão, o motherfuckingfodendo mito mitoso Nemesis resolve acabar com a festa (ou tentar). Apesar de ser bastante semelhante aos jogos anteriores, Resident Evil 3 traz algumas mudanças bem agradáveis, tais como a esquiva e o “giro rápido” (antes você tinha que dar uma volta toda, e os inimigos não eram muito pacientes…). Além disso, é possível fazer munições usando a pólvora encontrada durante a exploração dos cenários, combinando tipos diferentes de pólvora para fazer balas e granadas diferentes. Tudo isso para compensar o fato de os inimigos agora estarem mais rápidos, podendo também se mover em escadas, ou seja, eles não param de te seguir… Falando em seguir, ou melhor, perseguir, temos o já mencionado Nemesis. Uma arma experimental que tem o propósito de eliminar os agentes S.T.A.R.S. na cidade, e que simplesmente não te deixa em paz!! Você não pode se sentir em segurança, já que esse filho de uma puta aparece toda hora pra estragar a sua vida, e num simples descuido, vai dar cabo da Jill mais rápido que o Andrey dá cabo do excedente da pizza… Já mencionei que ele também não pode ser morto? Não?! Aaah, pequeno detalhe: você gasta uma porrada de balas de shotgun para incapacitar, o que significa que foi munição desperdiçada, por que ele vai levantar depois de um tempo e voltar a te perseguir, como uma vítima da friendzone. Como mais uma adição, agora é possível se utilizar do ambiente ao redor da personagem atirando em latões de óleo, e isso ajuda a controlar os grupos grandes numa hora de aperto.

Prêmio de “Sou brasileiro e não desisto nunca!” vai para… Nemesis! Meus parabéns, senhor Nemesis!! Vai atrás que uma hora ela te dá mole, cara…

Nemesis

– STAAARS!! (Nessa hora, meu amigo, você entra em pânico e sai de perto da parede, porque é um dos lugares de onde esse puto pode vir… Corre, e corre muito, se não…)

Resident Evil 4

Resident Evil 4

Senhoras e senhores, temos aqui o nosso amigo Leon no comando do quarto jogo da franquia. Aquele que provavelmente é conhecido até por quem não era fã, e que revolucionou Resident Evil, essencialmente reinventando a fórmula do jogo. Bom, tem muita gente por aí que pensa que a série deveria ter acabado no terceiro jogo, que no quarto, já deixou de ser o que era, e tudo o mais… Mas é da opinião deste que vos escreve, que o Resident Evil 4 não só trouxe mudanças muito bem vindas (eu sempre quis que a minha pontaria fizesse alguma diferença na hora de matar os inimigos), como também soube equilibrar a ação com o terror e com os enigmas característicos. Para começar, esse foi o primeiro jogo em que a câmera não era fixa em um ponto, trazendo para a série o estilo de tiro em terceira pessoa, com a visão por cima do ombro do personagem. Depois, por mais que a maior disponibilidade de munição te desse uma maior sensação de segurança, os inimigos eram tampouco desprovidos de recursos, sendo muitas vezes perigosos o suficiente para te dar um Game Over com apenas um golpe. Além disso, a dificuldade é ainda maior pelo fato de você ter um peso morto para proteger durante grande parte da história. É sério, a vagabunda da Ashley não só é incapaz de pegar numa porra de uma arma pra ajudar, como também conta com a inteligência de um amendoim na hora de evitar os inimigos. ELA ANDA DO LADO DELES! (sai daí, sua puta!! >:@) E o resultado já era esperado: você tem que resgatar a maldita antes que levem ela para muito longe (isso se alguém se preocupar em levar. Eles podem arrancar a cabeça dela ali e se dar por satisfeitos) ou é Game Over outra vez. Mais uma novidade foi apresentada, na forma dos “Quick time events”, ou seja, em alguns momentos, vai pular um “APERTE X” na tela, e se você errar, é o Leon quem sofre as consequências, sendo esfaqueado/ queimado/ esmagado/ você entendeu, enquanto dá um de seus gemidos de prazer ao morrer. Por fim, tenho que acrescentar que a progressão da história e as batalhas com os Bosses do jogo são bem legais, e colocam um pouco mais de tempero no jogo.

Prêmio de “Peso Morto” vai para… Ashley Graham! Parabéns, vadia! Agora se esconde na lata de lixo, ou vai levar uma bala na perna…

Ashley-Graham

– LEON! HEEEEEEELP!! (Pela milésima vez, em apenas 5 minutos de jogo… Aaah, como eu te desprezo…)

É isso aí galera. Mais uma coluna vai chegando ao fim. Não se preocupem, ainda falaremos mais sobre a franquia, eu sei que ficaram faltando vários jogos, além dos filmes, essa foi só a primeira parte. Espero que tenham gostado, deixem seu feedback nos comentários, por favor. Agora com a sua licença, vou matar alguns zumbis… Até semana que vem, e viva o Dudepower!!!

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  • Carol Rabello

    E o prêmio Ashley Graham vai paraaa: mim! Obrigada, de nada! No meu discurso alegarei que não dá pra atirar enquanto corre no jogo

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