Sala do Rapha #3 – Mudanças

20 de abril de 2015

Uma das certezas da vida é que passaremos por problemas, sejam eles grandes ou pequenos. Creio eu que grande parte do que define quem somos está em como reagimos a eles. Não digo que não temos o direito de negar, espernear, gritar e chorar, pois penso que isso também faz parte do processo.

A grande questão é como nos comportamos depois do baque, a força que demonstramos para dar a volta por cima e nos erguermos mais altos e mais fortes. E não, não falo de mostrarmos aos outros que estamos bem, mas sim de mostrarmos a nós mesmos que estamos bem.

Quando somos mais novos, acreditamos que tudo que nos acontece é terminal, sem volta e incurável, até que o tempo vem e mostra que as coisas não são bem assim. E não é minha ideia diminuir o que sentimos quando somos mais novos, muito pelo contrário. Penso que ninguém nunca sabe completamente como nos sentimos, por mais que expliquemos e desabafemos. Além disso, cada pessoa tem uma maneira de reagir e lidar com as situações. O que é verdade é que, conforme ganhamos experiência, vemos que sempre tem uma luz no fim do túnel e que a vida não acaba “ali”.

As memórias, sejam boas ou ruins, servem sempre de aprendizado. “Algumas vezes, você ganha e outras você perde”? Claro que não! Algumas se ganha e outras se aprende! Convenhamos que, de vez em quando, vale a pena olhar como éramos antes e vermos o que somos hoje. Li em algum lugar que “é engraçado como, dia após dia, nada muda. Mas quando olhamos pra trás, nada é o mesmo” e consigo ver a poesia nessas palavras, porque tenho certeza que não sou a mesma pessoa que era um ano atrás (me arrisco a dizer que não sou nem a mesma pessoa que era há 2 meses) assim como você que está lendo também não é.

Entretanto, acredito que temos em todos nós algo que gosto de chamar de “essência” e que ela não muda. Por mais lapidados e calejados pela vida, há algo em todos nós que continua o mesmo. Seja o carinho que temos pela família, o perfeccionismo ao arrumar algo, o interesse em um assunto em particular ou até mesmo o olhar de ternura que temos para algumas coisas e pessoas.

E não me entenda mal! Mudar é bom, afinal, não só adianta saber o que queremos… saber o que não queremos também é muito importante. Somos o que somos por tudo o que passamos, enfrentamos e como reagimos. Mudamos ao percebermos que a repetição da maneira que agimos não dá mais resultado. Já dizia Einstein que a definição de insanidade é fazer as coisas da mesma maneira e esperar resultados diferentes.

Não só por Einstein, mas por você mesmo, mude!

Volto semana que vem! Dúvidas, críticas ou sugestões: raphael@thedudes.com.br

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