Papo com o Dedey #07 – Sangue, suor e futebol 1

20 de maio de 2015

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Salve dudes! Juro pra vocês que estava tentando evitar falar de futebol por aqui. Afinal, o Thedudes.com.br e o Dudecast não tem time. Ou tem, vai saber. Mas não consigo. Inspirado em alguma bizonheira do Raphael, me incomodava demais não ter ainda nada do esporte bretão nesse site. Então hoje é o dia, agora é a hora.

Tenho 22 anos recém completados e acho que posso falar alguma coisa sobre futebol. Nem que seja implicar com o GRANDE Botafogo do Rhu. Mas inicialmente eu não gostava de futebol. Me lembro perfeitamente de um situação que passei com meu pai. Eu, um ainda jovem mancebo, estava sentado no sofá da sala ao lado dos meus pais assistido a alguma famigerada novela. A atração acabou e o tradicional relóginho regressivo começou… 5…4…3…2…1. Fiquei bem irritado pois, por incrível que pareça, estava gostando da novela. Então esbravejei: “Por quê tem que começar o futebol agora? NÃO GOSTO DESSA DROGA! Não entendo e nem quero.” Meu pai com toda a calma do mundo, olhou para mim e disse: “Meu filho, se você sentir o futebol e não apenas assistir o futebol, você não só vai entender, como vai passar a amar esse esporte!”

Confesso que naquela hora eu caguei e continuei inconformado com o fim da novela. Porém, o tempo passou. Várias quartas-feiras e domingos depois desse fato, uma grande dúvida surgiu na minha mente: Será que meu pai estava certo? Naquela época os estádios viviam cheios! Torcidas vibrantes, presentes… Um verdadeiro espetáculo! Então, dei uma “chance” ao futebol. E me apaixonei, exatamente como havia dito meu velho!

A escolha do meu time foi feita aos 10 anos, quando o grande Alex destruiu o Flamengo nas finais da Copa do Brasil, em 2003. Simplesmente, o cara fez um gol de letra no Maraca lotado!!! E no segundo jogo no Mineirão… Nossa! Ali, eu em BH, vesti pela primeira vez a camisa que hoje tenho orgulho de não largar mais. Também aos 10 anos tomei uma grande decisão: não ia tentar jogar futebol, mas sim ser um “especialista” em futebol. Nunca tive habilidade alguma para jogar, mas eu adorava olhar aquilo. Pensar esquemas, formas de surpreender o adversário… Todas as vezes que tive oportunidade fui o técnico da pelada e olha, não mandava mal não! Foi então que aliei meus dois amores: o jornalismo e futebol. Pronto! Quero ser jornalista esportivo! Comecei a pesquisar na internet, escrever para vários blogs, organizava resenhas na escola regadas a muita “cagação de regra” da minha parte, mas ainda não era o tudo. Eu queria emocionar as pessoas com o que eu falava. Eu queria estar junto com os torcedores em momentos marcantes pra eles. E aí veio a narração. Todo jogo tem seu narrador!

Vamos refletir: pense no último título do seu time. Pense no gol do título! Ele terá uma voz! Ela terá um cara que te emocionou com aquilo. E eu queria ser esse cara! Pra isso, fui me qualificar. Fiz um curso técnico no Rio, passei alguns messes da minha vida aprendendo as técnicas para fazer o meu melhor e atingir o torcedor. Se consegui ou não, te convido a ouvir e avaliar com o vídeo abaixo:

E pensando assim, com luta, sangue, suor e futebol, estive onde eu sempre quis estar. Fiz a cobertura da copa do mundo de 2014, estive no Maracanã trabalhando em um jogo, narrei alguns jogos do time aqui da Imperialesca Petrópolis. Enfim, ainda estou no inicio da caminhada, mas já fiz muita coisa que eu sonhava!

Para não alongar demais o papo, semana que vem continuarei neste tema, mas acrescentarei os outros Dudes nos papo. Além de mim, eles são outros loucos por futebol e vale demais o registro de como esses malucos adoram seus times e como eles sobre com isso!

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